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Entenda como declarar o seu consórcio para não cair na malha fina no Imposto de Renda 2021

Banner Blog 03 05 2021 - Contabilidade em Brasília | Diagnóstika Contabilidade

Sumário

O setor de consórcio vem crescendo cada vez mais e bateu recorde no início do ano, atingindo marca histórica de 3 milhões de novas cotas vendidas em 2020.

Com o prazo do imposto de renda chegando, 30 de abril, os contribuintes precisam estar atentos para não cometerem erros na hora de preencher a declaração.

Existem maneiras diferentes para realizar o processo de acordo com o status da cota adquirida, como explica Alexandre Gomes, sócio-diretor da Consorciei.

Pontos essenciais

Primeiramente, é preciso ter em mãos todos os dados da administradora e os valores pagos a ela. Também é importante saber o lugar certo para fazer a declaração, várias pessoas confundem o consórcio como “Dívida e Ônus Reais”, mas isso não se aplica à essa modalidade.

Vale lembrar que o consórcio não é considerado como uma despesa dedutível, por isso, tudo deve ser redigido na aba de Bens e Direitos: as cotas contempladas, as não contempladas e mesmo as vendidas.

Consórcios não contemplados

Nesse caso, o código para utilizar é o 95. Se tiver aderido ao consórcio no ano de 2020, o contribuinte deve deixar o campo “Situação em 31/12/2019” em branco e acrescentar a soma das parcelas pagas no campo “Situação em 31/12/2020”.

Caso o consórcio já existisse em 2019, o campo “Situação em 31/12/2020” deverá ter a soma do valor já declarado em 2019 e o total pago durante o ano de 2020. É necessário informar nome, CNPJ da administradora, tipo de bem, o número das parcelas quitadas e as que deverão ser pagas no campo de “Discriminação”.

Consórcios contemplados

O contribuinte utilizará a mesma aba de Bens e Direitos, porém, no caso do consórcio ter sido contemplado e usado para adquirir um bem, você passa a não mais declará-lo como “consórcio não-contemplado”, mas como o próprio bem adquirido.

Se a cota tiver sido utilizada para adquirir um automóvel, por exemplo, o contribuinte deve declarar o automóvel, utilizando o código “21 – Veículo Automotor Terrestre” e, no campo “Situação em 31/12/2020” deve declarar a soma de tudo que foi pago até então e o lance, se tiver.

No caso da cota ter sido contemplada, porém o contribuinte não fez o uso para comprar o bem, deve-se continuar declarando a cota como não-contemplada da mesma maneira que explicamos no item anterior.

Vendi minha cota, preciso declarar?

Sim, mas é preciso se atentar aos valores. Se a cota foi vendida por um valor inferior ao pago anteriormente, é só localizar na aba Bens e Direitos seu consórcio – que já deve ter sido lançado no ano anterior – e, no primeiro quadro de “situação em”, basta repetir o valor anterior e acrescentar 0 no ano recente. Em discriminação, complete com o nome, CPF ou CNPJ do comprador e o valor da venda.

Em alguns casos de venda de cotas de consórcios, principalmente as que foram contempladas, o consorciado pode obter “lucro” com o negócio e assim, obter ganho, ou seja, você recebeu por sua cota mais do que aquilo que foi pago por ela e, sobre esse excedente, incidirá ganho de capital, que deve ser declarado no imposto de renda.

 

Adaptação Consorciei.

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