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Evite combater a crise do coronavírus com demissões precipitadas

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Devido às restrições impostas aos comércios, estabelecimentos de serviços e até indústrias, várias empresas estão em estado pré-falimentar, por falta ou redução de receitas.

Para que as empresas não declarem falência, é preciso cortar ou reduzir os custos imediatamente.

Em grande parte dos casos, uma das primeiras atitudes que a empresa adota é a redução de pessoal, geralmente são os trabalhadores com salários altos e que apresentam um percentual maior se tratando de custos com folha de pagamento e encargos sociais.

A demissão pode não ser a melhor opção para diminuir o impacto da crise, tendo em vista que, além do custo altíssimo para que a demissão ocorra com o pagamento antecipado de férias (e 1/3 constitucional), 13º Salário proporcional, aviso prévio indenizado (proporcional ao tempo de serviço), e multa de 40% sobre o saldo do FGTS, o investimento em treinamento também é perdido.

Confira algumas soluções momentâneas para evitar a demissão:

  • o teletrabalho;
  • a antecipação de férias individuais;
  • a concessão de férias coletivas;
  • o aproveitamento e a antecipação de feriados;
  • o banco de horas;
  • o direcionamento do trabalhador para qualificação;
  • e negociação sindical com redução salarial.

Além da demissão ser um custo grande, o empregador precisa levar em consideração o fato de que a pandemia será controlada em algum momento, ou seja, as atividades irão voltar ao normal, assim aumentando a demanda e, para dar conta disso, o empregador necessitará de todo o seu quadro pessoal recomposto.

Neste caso, o empregador que demitiu precipitadamente os empregados com maior produtividade e competência técnica, sentirá o impacto quando necessitar de empregados que possam acelerar a produtividade e entregar seus produtos e serviços com a mesma qualidade que tinha antes da pandemia.

Talvez quando o empregador mais precisar ele não poderá ter mais esta mão de obra disponível no mercado, já que os concorrentes poderão ter contratado seus melhores empregados, pois a experiência, a competência e habilidades destes profissionais já estarão sendo utilizadas pelo concorrente que os contratou.

Por isso, é melhor fazer um planejamento, buscar adotar outras medidas para não perder a sua melhor mão de obra.

Caso, mesmo com todo o planejamento, você precise desligar um funcionário, tome essa medida com prudência e de modo que consiga preservar os outros empregados da sua empresa.

 

Adaptação Guia Trabalhista.

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